Chicago, Nova York, Transporte, USA

De Nova York a Chicago de carro

Em abril de 2014, decidimos esticar nossa viagem em NY, para conhecer a Windy City (cidade dos ventos). Na época, os vôos – que duram 2h30min – estavam com preços altos, então já eliminamos essa opção. A viagem de trem, por sua vez, é bastante longa, tem quase 20 horas, pois pára em algumas cidades antes de chegar em Chicago (não há trens diretos). Nosso tempo era curto então também desconsideramos a possibilidade.

Trajeto que fizemos de carro: NY - Chicago.
Trajeto que fizemos de carro: NY – Chicago.

Acabamos indo de Nova York a Chicago de carro. Além de mais rápido, iríamos curtindo o visual da estrada e conhecendo o “interior” do país. O trajeto tem 1.286 km. A velocidade máxima permitida naquela região é de 70 milhas (112 km/h). Então, sem paradas, a viagem dura quase 12h. Fizemos em apenas 1 dia, é cansativo, mas possível quando há duas pessoas que revezem a direção.

Início da aventura!
Início da aventura!

Planejamos 1 hora a mais no trajeto, pensando nas paradas para almoço, gasolina, lanche, banheiro e aquela esticada nas pernas. Alugamos um Chevrolet Cruze na Dollar Rent a Car, que fica na 263 W 52nd Street, em Manhattan. Chegamos às 8h da manhã para retirar o carro (que já estava reservado – mas isso é assunto para outro post). A ideia era estar até às 21h em Chicago.

Mas nossa aventura já começou na saída de Manhattan. É um emaranhado de avenidas, túneis e pontes em volta da Ilha, que nem o GPS conseguiu se localizar. Perdemos uns bons 30 minutos até encontrar a saída (Exit) correta. Mas atravessando a ponte, já estávamos no estado de New Jersey, e aí foi super tranquilo, só seguir o GPS.

Saída de Manhattan.
Saída de Manhattan.
Saída de Manhattan.
Saída de Manhattan.
Ponte George Washington, saindo de NY.
Ponte George Washington, saindo de NY.
Na estrada, em New Jersey.
Na estrada, em New Jersey.

Ao longo das estradas chamadas de Interstates, existem várias rest areas (áreas de descanso), locais dotados de banheiros, estacionamentos, vending machines de café, água, refrigerantes, bolacha, chips, etc. São locais seguros, onde se pode, inclusive, dormir no carro, de dia ou de noite.

Na divisa dos Estados, as rest areas são também centros de informações turísticas (chamados Visitor Centers). Geralmente, há praça de alimentação, banheiros, lojinha de conveniência e souveniers, e um espaço com dezenas de revistas, folhetos e mapas da região.

Visitor Center em Ohio.
Visitor Center em Ohio.

Uma vez em New Jersey, seguimos pela I-80 por cerca de 1h20min, e logo já estávamos na divisa com a Pennsylvania.

Welcome to Pennsylvania!
Welcome to Pennsylvania!

Na Pennsylvania, foram loooongas 5h dentro do carro. Nenhuma cidade grande no caminho da I-80. Na verdade, é uma região bastante deserta, boa parte dela em meio a parques florestais. No começo estava achando a vegetação bonita e poética, mas depois começou a entediar. Nos salvou a companhia um do outro, o 4G no celular (a cada pequena cidade que passava, procurávamos na wikipedia mais informações sobre ela, hehehe) e muitos podcasts no som do carro.

Chegando a um pedágio (Toll), na Pennsylvania.
Chegando a um pedágio (Toll), na Pennsylvania.

Também dá pra sanar pequenas emergências, pegando as saídas (Exits) para as cidades. Nas Interstates, não há muitas instalações de comércio ou serviço ligadas diretamente às estradas. Elas sempre estão localizadas nas saídas para estradas secundárias, com postos de combustível, restaurantes, lanchonetes, áreas de camping, hotéis, etc.

Enfim, em Ohio.
Enfim, em Ohio.

Foi um alívio quando chegamos em Ohio. Até porque a paisagem começou a mudar. Cidades foram aparecendo no horizonte. Passamos na entrada de Cleveland (a capital do Estado) e de Toledo. Cruzamos Ohio em 3h, chegando em Indiana.

Cruzamos três pontos em que a I-80 estava em obras. E aí, a velocidade era reduzida para 35 milhas (55 km/h), por trechos razoavelmente longos, o que contribuiu para atrasar nossa chegada. Se você for pegar estrada com o tempo contadinho, minha dica é, antes de sair, dê uma conferida no trajeto pelo Google Maps, pois lá dá para ver todos os pontos da estrada em manutenção.

Outro toque: ao dirigir (lá e aqui, né?), respeitar as leis de trânsito é fundamental – TODAS as leis, inclusive ligar a seta sempre que for trocar de pista, usar cinto de segurança e não ultrapassar o limite máximo de velocidade. Lá não tem jeitinho brasileiro que resolva uma situação de multa.

Parada para gasolina.
Parada para gasolina.

Voltando ao relato, de Indiana até Illinois (estado onde fica Chicago), foram mais 2h. Anoitecemos neste trecho da estrada. Depois de cruzar a divisa com Illinois, 1h até chegar ao Centro de Chicago (o famoso The Loop), onde ficava nosso hotel.

Pedágio de entrada em Chicago.
Pedágio de entrada em Chicago.

Mais uma vez, foi bem confuso entrar em Chicago. Era noite, estávamos cansados, e não conhecíamos a cidade. São muitas (MUITAS) avenidas, em todas as direções, muitas placas e pouco tempo para tomar uma decisão. O GPS se perde facilmente, então quando chegamos na Grande Chicago, largamos o GPS e seguimos a sinalização mesmo. Logo achamos o The Loop e o hotel. Apesar de estar maravilhada com os lindos arranha-céus que vimos já na chegada, era hora de dormir para desbravar Chicago no dia seguinte.

Vale lembrar que nosso hotel tinha estacionamento, e foi lá que deixamos o carro praticamente toda a estadia. Dentro dessas cidades grandes o trânsito é complicado, e é difícil achar um lugar para estacionar (e se achar, prepare-se para desembolsar vários dólares). Só usamos o carro para ir à University of Chicago, que fica um pouco afastada. E, ainda assim, foi um perrengue para encontrar uma vaga de estacionamento por lá.

Mas essas são histórias que ficam para um próximo post!

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Temos outros post sobre Chicago, é só clicar aqui.

Até mais!! 😏

Administradora, eterna estudante, cozinheira nas horas vagas e viciada em maquiagem.