Califórnia, USA

Roteiro de 2 dias em São Francisco – Parte 1

Fugindo um pouquinho do frio de Boston (vejam vídeo aqui), hoje vou falar da Golden City, São Francisco ❤

Estive na Califórnia em julho do ano passado, inclusive já escrevi sobre outras cidades aqui no site: Los Angeles, Irvine, Monterey, Solvang, Calico e Tulare.

Mas entre todas elas, a que mais me apaixonei foi São Francisco. Passei apenas 2 dias lá, pois estávamos fazendo uma roadtrip (clique aqui para entender o roteiro). Por isso, vi muito pouco dessa cidade surpreendente. Enrolei um tempo pra escrever o post, mas depois concluí: “ok, não sou uma expert, mas posso dar dica de um roteiro de apenas 2 dias, para quem – assim como eu – não vai ter tanto tempo para explorá-la”.

Então vou mostrar tudo que consegui visitar em um fim de semana. Separei o conteúdo em dois posts (veja a segunda parte aqui), para dar mais detalhes sobre cada passeio. Vamos nessa?

Golden Gate Bridge

A famosa ponte vermelha tinha que ser a primeira parada, né? Ela é o principal cartão postal da cidade, uma das mais conhecidas construções dos Estados Unidos, além de ser considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno. Foi construída entre 1933 e 1937, com o intuito de ligar as cidades ao longo da Baía de São Francisco e desenvolver a economia regional.

A ponte pode ser vista de vários pontos da cidade, mas, na minha opinião, as opções mais legais ficam do outro lado, na cidade de Sausalito.

Atravessando a Golden Gate para ir a Sausalito
Atravessando a Golden Gate para ir a Sausalito

Atravessando a Golden Gate, viramos à esquerda na Alexander Ave, e dirigimos até o parque Battery Spencer (Conzelman Road, Sausalito, CA). O estacionamento do parque é pequeno, mas dá para encostar o carro e esperar que em poucos minutos alguma vaga será liberada. E aí, é saltar do carro e seguir o fluxo de pessoas até o mirante. O Battery Spencer oferece a vista mais clássica da Golden Gate, bem perto da sua torre norte.

Golden Gate vista do Battery Spencer
Golden Gate vista do Battery Spencer

Dali, continuamos subindo a Conzelman Road, até o mirante de Hawk Hill. Neste ponto, há um antigo ponto de vigia militar no topo da montanha. Dá para ficar apenas no estacionamento (de onde bati a foto abaixo), ou subir a trilha da montanha a pé. Em ambos lugares, temos uma vista panorâmica da ponte e da região metropolitana ao redor da baía.

Ponte vista de Hawk Hill
Ponte vista de Hawk Hill

Depois descemos a Conzelman Road, voltando em direção à cabeceira da ponte. Passamos por baixo da Highway 101 (a rodovia que sai da cabeceira) e seguimos para o Fort Baker, do outro lado da ponte. Essa região é um pouco mais escondida, mas não menos interessante.

Também é uma área com um antigo forte militar, mas tem uma praia de enseada, areia para sentar e curtir a paisagem, estacionamento maior e muita tranquilidade. Acho que foi o point que mais curti a vista!

Vista do Fort Baker
Vista do Fort Baker

Para os nossos amigos de Floripa que estão pensando “Ah, mas a gente tem uma ponte igual aqui” (a Hercílio Luz). Não, gente! As duas têm a mesma estrutura (ponte pêncil com duas torres), mas um pequeno detalhe faz toda a diferença: TAMANHO. A Golden Gate é três vezes maior que a HC, tanto em altura (230m contra 75m) quanto em comprimento (2.740m contra 820m). E o que me impressionou na Golden Gate foi exatemente isso. Ela é inacreditavelmente grande! 😱

Toda essa volta que fizemos para ver a ponte de diferentes ângulos, tomou boa parte da manhã (veja mapa abaixo). Depois disso, como já estávamos em Sausalito, aproveitamos para passear e almoçar nessa pequena e simpática cidade.

Sausalito

Sausalito tem só 7 mil habitantes e boa parte das suas terras é protegida pelo governo federal, a chamada Área de Recreação Nacional da Golden Gate. Tirando a parte de mata intocada, é uma cidade bem residencial, com uma vila de frente para o mar, cheia de restaurantes, cafés e lojas de presente e artesanato. É bastante aconchegante e vale a visita, sem muitas pretensões. Nós estacionamos no Centrinho, almoçamos em um café e passeamos por cerca de 1 hora, na rua principal (Bridgeway).

Sausalito
Sausalito

Lombard Street

Voltamos para São Francisco de novo pela Golden Gate. Dirigimos até a Lombard Street, uma ladeira íngreme, pela qual os carros descem em zigue-zague por 8 curvas sinuosas, em meio a canteiros floridos e casas luxuosas.

Lombard Street vista de baixo
Lombard Street vista de baixo

Dá para descer de carro (foi o que fizemos) ou apenas estacionar o carro em cima ou embaixo da rua e fazer o trajeto a pé – tem escadas pelas laterais. Para quem decide atravessá-la de carro, vale dizer que a espera é loooonga. Até chegar ao topo das curvas, ficamos quase 1h na fila. Isso porque a velocidade máxima permitida na descida é de 8km/h. Fluxo lento mesmo!

Chegando no topo da Lombard Street
Chegando no topo da Lombard Street
Começando a descer. Olha a vista como é linda! E a quantidade de turistas lá embaixo haha
Começando a descer. Olha a vista como é linda! E a quantidade de turistas lá embaixo haha
Descendo a Lombard St
Descendo a Lombard St

A Lombard é, na verdade, uma rua maior que começa na Presidio Boulevard e segue até Cow Hollow, percorrendo boa parte da cidade. Mas as famosas curvas ficam entre a Hyde Street e a Leavenworth Street (anote o endereço exato: 1094 Lombard Street).

A continuação da rua
A continuação da rua

A Lombard Street é linda, mas – na minha opinião – nada de excepcional. Tinha tanto turista, tanta muvuca, que nem consegui tirar fotos muito boas. E creio que perdemos muito tempo na fila para uma descida de pouquíssimos minutos. Ter feito tudo a pé teria nos poupado tempo #ficadica.

Aquatic Park Historic District

Da Lombard Street, dirigimos até as proximidades do Fisherman’s Wharf, e deixamos o carro no Anchorage Square Parking (333 Jefferson St.). Fizemos um lanche nas barraquinhas de rua e caminhamos para o Aquatic Park District, uma região à beira-mar, onde fica o Museu Marítimo, a fábrica de Chocolates Ghirardelli, o Hyde Street Pier e a estação do Cable Car (o famoso bondinho de SF).

Aquatic Park
Aquatic Park
Prainha em frente ao parque
Prainha em frente ao parque
Entrada do píer da Hyde Street
Entrada do píer da Hyde Street
Aquatic Park District visto do Hyde St Pier (ao fundo, mais no alto e à direita, a fábrica da Ghirardelli; na extrema direita, o prédio branco na beira do mar é o Museu Marítimo)
Aquatic Park District visto do Hyde St Pier (ao fundo, mais no alto e à direita, a fábrica da Ghirardelli; na extrema direita, o prédio branco na beira do mar é o Museu Marítimo)

Infelizmente, não tivemos tempo de visitar a Ghirardelli (dizem que o tour guiado pela fábrica é ótimo!) e o passeio de bondinho ficou para o Dia 2.

MARITIME MUSEUM

O prédio que abriga o Museu Marítimo tem formato de um transatlântico, e foi construído nos anos 1930, com inspiração Art Deco. O museu funciona das 10h às 16h e tem entrada gratuita. Ele abriga exposições relacionadas ao mar, óbvio. Fotos da baía de SanFran de antigamente, registros da participação da marinha americana na II Guerra Mundial, histórias de vida de marinheiros e pescadores, arte relacionada ao mar, coisas desse tipo. As arquibancadas e a varanda também ficam abertas ao público que quiser apreciar a vista para o mar.

Fachada do prédio
Fachada do prédio
Hall de entrada no Museu Marítimo
Hall de entrada no Museu Marítimo

CHINATOWN

Voltando para o nosso hotel (na parte 2 darei a dica), passamos pelo bairro de Chinatown, a maior comunidade chinesa fora da Ásia. Já falamos aqui sobre a Chinatown de Boston e ambas são parecidas, com a diferença que a de SanFran é infinitamente maior.

Um bairro que mantém seus próprios costumes, tradições, lugares de culto, associações e até o idioma. Por lá, quase não se ouve o inglês. Das placas das lojas aos menus dos restaurantes, praticamente tudo é escrito em chinês/coreano/japonês/vietnamita/etc. Andar pelas ruas de Chinatown é uma experiência incrível! E sempre rola alguma compra diferente/exótica para levar pra casa.

Uma curiosidade que é Chinatown recebe anualmente mais turistas que a própria Golden Gate!

Foto da Wikipedia, porque a minha ficou muito escura. Chinatown Gate
Foto da Wikipedia, porque a minha ficou muito escura. Chinatown Gate

IN-n-OUT BURGER

A última parada desse dia foi no clássico In-N-Out, uma rede de fast food presente apenas na costa oeste dos Estados Unidos. Para quem vai à California, é parada obrigatória.

Fachada do In-N-Out Burger
Fachada do In-N-Out Burger

Eles têm um menu bem enxuto, com apenas três variedades de hamburger: hamburger simples (pão e carne), cheeseburger (com queijo), and “Double-Double” (duplo hamburger e duplo queijo). Em todos eles, salada e molho rosé é opcional. No mais, servem batatas fritas, bebidas (não tem álcool), milk shake e café.

O grande diferencial do lugar é utilizar somente ingredientes e produtos frescos, nada é congelado – nem a batata frita. Além disso, é um lanche maior e mais gostoso que o Mac Donalds, e com preços mais baixos.

Cheeseburger $2,15 + Batata-frita $1,40.
Cheeseburger $2,15 + Batata-frita $1,40.

Tive que tirar forças do além para fotografar esse lanche, porque estava morta de cansada e só queria devorá-lo o mais rápido possível 😂

Curtiu? Então leia o roteiro do dia 2 aqui. Té mais!

Administradora, eterna estudante, cozinheira nas horas vagas e viciada em maquiagem.