Califórnia, USA

Roteiro de 2 dias em São Francisco – Parte 2

Olá! 😃

Essa é a Parte 2 do roteiro de dois dias na cidade de São Francisco, na California. Confira a Parte 1 aqui.

CABLE CAR

No segundo dia na Golden City, voltamos ao Aquatic Park, onde há uma estação para embarcar no Cable Car (bondinho). Fim de semana, verão, férias, então era de se esperar que pegaríamos fila. Tá vendo na foto aí embaixo? Ficamos cerca de 1h30min torrando no sol, encostados nessa cerca. Foi cansativo e irritante, mas como ir à SanFran e não andar de Cable Car? No fim das contas, valeu a espera.

Hyde and Beach Terminal, o ponto final (que pode ser inicial também, hehe) do Cable Car, no Aquatic Park
Hyde and Beach Terminal, o ponto final (que pode ser inicial também, hehe) do Cable Car, no Aquatic Park

O sistema de cable car de São Francisco é o único no mundo que ainda é operado manualmente, por alavancas. Um ícone da cidade. Das 23 linhas estabelecidas entre 1873 e 1890, três ainda permanecem em funcionamento: a Powell-Hyde, a Powell-Mason e a California, sendo que as duas primeiras são as mais interessantes para os turistas.

As três linhas do Cable Car
As três linhas do Cable Car

Ambas começam na esquina da Market Street com a Powell Street, e vão até o Fisherman’s Wharf (falaremos dele mais abaixo). A diferença é que a linha Hyde desce pela Hyde St e segue até o Aquatic Park, passando também pela Lombard Street. Por isso, ela geralmente tem mais filas. Foi essa que pegamos.

A linha Mason não vai até “o mar”, ela desce pela Mason St e pára a 3 quadras do píer. Por isso, tem um pouco menos de turistas e mais moradores. Mas é uma boa opção se você quer fugir da muvuca. As duas linhas oferecem uma vista linda das ladeiras da cidade.

Sobre os passes, é possível comprá-los para 1, 3 ou 7 dias ou a passagem única (que custa $7 dólares). A compra é feita direto com o condutor do bonde, se você estiver em um ponto ao longo do caminho (os chamados Cable Car Stops) ou no quiosque, se estiver no ponto inicial ou final de cada linha. Nós compramos passagem única e resolvemos retornar de ônibus, para não enfrentar outra fila.

Com o passe na mão, é só apresentar ao motorista/cobrador dentro do bonde. Dá para andar na parte interna (sentado ou em pé), ou pendurado nas laterais externas. Segurança zero, hehehe! 👌 Além disso, é possível ir até o ponto final, ou saltar no meio do caminho (só que com a passagem única, é preciso pagar novamente para tomar outro bonde).

Bonde saindo da estação no Aquatic Park
Bonde saindo da estação no Aquatic Park
Enfim, embarquei!
Enfim, embarquei!

Para quem quer saber mais, segue um vídeo que mostra o trajeto dos bondes, seu interior e até o funcionamento por meio de alavancas (nas maiores descidas dá um medinho, viu?).

DOWNTOWN/UNION SQUARE

Saltamos do bonde quase no ponto final, na Union Square. A praça é um dos pontos centrais de SanFran, onde ficam as lojas e shoppings mais badalados. Lá, estão a Macy’s, Victoria’s Secret, Louis Vuitton, Nike, Adidas, Chanel, Saks Fifth Avenue, Tiffany & Co., Zara, Prada, Burberry, Hermès e por aí vai.

Nos quatros cantos da praça existem esculturas de coração pintadas por artistas locais. Desde 2009, os corações já são símbolos da cidade. A cada ano, eles são leiloados para beneficiar o San Francisco General Hospital e novas esculturas são instaladas em seu lugar, de outros artistas.

Union Square
Union Square

PIER 39

Da Union Square, caminhamos até a Market Street, e pegamos a linha F do Street Car (espécie de ônibus) até o Píer 39.

O Píer 39 é, basicamente, um centro comercial construído sobre um cais. Lá, encontramos lojas, restaurantes, feirinhas, artistas de rua e, ainda, o Aquarium of the Bay, aquário da cidade de SanFran.

Entrada do pier 39 pela avenida The Embarcadero
Entrada do pier 39 pela avenida The Embarcadero
Feirinha no pier 39
Feirinha no pier 39
Lojas
Lojas

O carrossel de dois andares, que fica na área central do píer, é uma das suas principais atrações. Ele foi encomendado com artistas italianos, que pintaram à mão ao longo da cobertura do carrossel, várias atrações turísticas da cidade. Bem à frente, na foto, o AT&T Park, estádio do time de baseball San Francisco Giants. Além disso, os animais do brinquedo também são tradicionais da região: leões-marinhos, golfinhos, cavalos-marinhos, etc.

Ponta do píer e a ilha de Alcatraz ao fundo
Ponta do píer e a ilha de Alcatraz ao fundo

Para quem quiser saber mais da estrutura do píer, aqui tem um mapa detalhado.

Apesar de tudo que já falei aí em cima, há outra “característica” que o faz ser famoso. Ele é o lar de dezenas de leões-marinhos, que se alimentam e tomam sol diariamente ao redor do píer cheio de gente. Os “bichinhos” se alojaram no local no início da década de 1990, e por ter muita tranquilidade e comida disponível, acabaram ficando por ali.

Infelizmente, nós fomos ao píer no fim da tarde, e apesar de ser verão, São Francisco é uma cidade bem fria. Por isso, antes do sol se pôr, os leões-marinhos já haviam se recolhido. Abaixo uma foto da wikipedia só pra vocês terem uma ideia da pequena distância que dá para vê-los! (o cheiro é que não é muito agradável. Eu senti mesmo eles não estando lá!)

Leões marinhos no pier 39. Foto: Wikipedia
Leões marinhos no pier 39. Foto: Wikipedia

Aqui há uma webcam para vê-los ao vivo.

PIER 45

Depois do Píer 39, caminhamos cerca de 10 minutos até o Píer 45. Lá, estão três atrações muito legais: o submarino USS Pampanito e o navio SS Jeremiah O’Brien, ambos usados pelos Estados Unidos na II Guerra Mundial (e que podem ser visitados internamente), além do Musee Mechanique, um museu divertido mas bem estranho, com mais de 200 máquinas de jogos antigas, daquelas que funcionam com moedas.

SS Pampanito. É possível visitá-lo por dentro
SS Pampanito. É possível visitá-lo por dentro

O submarino USS Pampanito foi construído em 1943, no Estado do Maine, tendo cruzado o canal do Panamá para chegar à California. Participou da guerra no pacífico, tendo como base Pearl Harbor. Esteve em sete batalhas contra os japoneses, e recebeu medalhas de honra por 6 delas (apenas uma falha, quando afundaram por engano um navio com prisioneiros ingleses). Após a guerra, em 1945, voltou para a baía de San Francisco e ficou abandonado até 1975, quando virou um museu e foi instalado no Píer 45. Hoje, o museu funciona das 9h às 16h e as entradas custam $15 para adultos.

Já o navio O’Brien foi um dos 2.710 do tipo usados durante a Segunda Guerra Mundial. Ele teve função administrativa, servindo por exemplo como transporte de pessoas e suprimentos para as praias da Normandia na época da invasão do Dia D. Hoje, ele é o único no país que permanece inalterado, com as mesmas características da época. As entradas custam $20 para adultos e $10 para crianças e idosos.

Entrada do Musée Mécanique
Entrada do Musée Mécanique

O Musée Mécanique, por sua vez, tem entrada gratuita. Fica bem em frente ao deck do submarino. Lá dentro, dezenas de máquinas arcade, que funcionam a base de moedas, contando a história da “diversão” ao longo dos últimos séculos.

FISHERMAN’S WHARF

E chegamos enfim, ao último destino do dia, o Fisherman’s Wharf, ou em bom português, o Cais dos Pescadores. Esse cais na verdade engloba toda a região dos píeres, mas seu coração fica na esquina da Jefferson com a Taylor Street. O lugar é bem turistão, mas ponto obrigatório para quem quer provar frutos do mar à moda de San Francisco. Nesse ponto, há tipo um mercadão, com várias peixarias e restaurantes vendendo e servindo frutos do mar da região, com destaque, claro, para as lagostas. 

Fisherman's Wharf
Fisherman’s Wharf

É uma muvuca danada, mendigos, malucos, gaivotas atrás de comida, excursões de turistas e vendedores gritando e tentando – literalmente – vender seu peixe.

Corredor apertado e "cheiroso"
Corredor apertado e “cheiroso”
Lagostas fresquinhas
Lagostas fresquinhas

Nós escolhemos para jantar o Sabella and La Torre, que serve comida boa e tradicional, e com preços mais amigáveis. Não lembro mais o nome exato do meu prato, mas era um bolinho de lagosta com arroz temperado e vegetais. O preço foi por volta de $16 dólares, acompanhado ainda de salada fresca e clam chowder (sopa de vôngole, delícia!)

Pra quem não come frutos do mar, na esquina contrária há um Applebee’s. Ah, e no mesmo prédio, várias lojinhas de lembrancinhas da cidade.

DICAS EXTRAS: HOSPEDAGEM E DESCOLAMENTO

Em São Francisco não é necessário alugar carro para passear pela cidade, vale mais a pena comprar o passe ilimitado do Cable Car (já falei lá em cima) ou o passe mensal para os ônibus 🙂

Nós já estávamos de carro, e como a família era grande, acabamos optando por usá-lo. Mas como em qualquer cidade grande, não é fácil nem barato achar estacionamento nas regiões turísticas.

Outra coisa que é bem cara em San Francisco é a hospedagem. Ela é a cidade com os preços de hotel mais altos da California. Por estarmos de carro, optamos por ficar em uma cidade vizinha – Burlingame (perto do aeroporto). O hotel foi também um dos mais baratos que achamos, no padrão médio: Hilton San Francisco Airport. Clique no link para ver os preços do Booking.com 🙂

Se estiver sem carro, não rola ficar nele não, pois é um pouco fora da cidade. Aí opte por um hotel perto de Downtown, lista aqui.

Bom pessoal, espero que tenham gostado! E se tiverem alguma dica extra sobre San Francisco, contem pra gente.

Té a próxima! =)

Administradora, eterna estudante, cozinheira nas horas vagas e viciada em maquiagem.