Chicago, USA

Subindo no prédio mais alto de Chicago – Willis Tower

Começando uma série de posts sobre a cidade de Chicago, vamos falar de um dos pontos turísticos mais visitados por lá: o Skydeck Chicago, um observatório no 103º andar da Willis Tower, que permite uma vista em 360 graus da cidade, a 412 metros de altura. Em dias claros, é possível enxergar a uma distância de até 50 milhas (mais de 80 km), vendo 4 estados diferentes de uma só vez: Illinois, Indiana, Wisconsin e Michigan.

A Willis Tower (que até 2009 era chamada de Sears Tower) é o segundo prédio mais alto dos Estados Unidos, perdendo apenas para o novo One World Trade Center, inaugurado no final de 2014 em NY. Foi também, por 24 anos, o prédio mais alto do mundo. Hoje, está na 8a posição.

Os 13 prédios mais altos do mundo.
Os 13 prédios mais altos do mundo.

A Willis Tower tem 108 andares no total, e considerando as duas antenas de televisão em seu telhado, chega a uma altura de 527 metros (mais de meio kilômetro!).
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Willis Tower vista da rua.
Willis Tower vista da rua.

Ela foi construída nos anos 1970, pela empresa Sears (rede de lojas de departamentos), para ser sua sede administrativa. No final dos anos 1980, porém, a empresa passou por um período de recessão e precisou se mudar do prédio. Durante anos foi alugada para várias empresas menores, até que em 2009, passou a se chamar Willis Tower, devido a um acordo de arrendamento com o Willis Group Holdings (corretora de seguros).

Com cerca de 25 mil visitantes por dia, a Willis Tower é uma das principais atrações de Chicago. E, por isso, é preciso ter um pouco de paciência para enfrentar as longas filas que se formam, seja para comprar os ingressos ou para subir até o observatório. Todavia, a entrada é feita através de um moderno lobby, com posters contando a história da torre e computadores interativos onde é possível jogar e se distrair.

Quando chega a sua vez (a nossa demorou cerca de 1h15min), um elevador de alta velocidade e bem modernoso leva ao 103º andar, em apenas 60 segundos. E lá de cima, as fotos falam mais que qualquer palavra. Valeu toda a espera!

O Skydeck da Willis Tower compete com o observatório do John Hancock Center do outro lado da cidade, que é cerca de 76 metros mais baixo (prédio preto com duas antenas brancas ao fundo).
O Skydeck da Willis Tower compete com o observatório do John Hancock Center do outro lado da cidade, que é cerca de 76 metros mais baixo (prédio preto com duas antenas brancas ao fundo).
Ainda no setor norte da Willis Tower, três outros edifícios se destacam: John Hancock (344 metros), a novíssima Trump Tower (356 metros) e o Aon Center (346 metros).
Ainda no setor norte da Willis Tower, dois edifícios que se destacam: John Hancock (344 metros), e a Trump Tower (356 metros).
Alegria para os amantes do Instagram :)
Alegria para os amantes do Instagram 🙂
Aon Center (346 metros) à esquerda, e o belo Lago Michigan.
Aon Center (346 metros) à esquerda, e o belo Lago Michigan.
Vista sul da torre: na beira do Lago Michigan é possível ver o Museum Campus, área onde ficam o Planetário, o Aquário e o Museu de História Natural.
Vista sul da torre: na beira do Lago Michigan é possível ver o Museum Campus, área onde ficam o Planetário, o Aquário e o Museu de História Natural.
Vista sul da torre: na beira do Lago Michigan é possível ver o Museum Campus, área onde ficam o Planetário, o Aquário e o Museu de História Natural.
Vista sul da torre: na beira do Lago Michigan é possível ver o Museum Campus, área onde ficam o Planetário, o Aquário e o Museu de História Natural.

Como podem ver, as vistas da cidade e do Lago Michigan são lindas. É possível observar a maior parte dos arranha-céus da cidade.

Além disso, há um elemento de aventura nessa visita: “The Ledge”. Dois cubos de vidro, projetados quase 1,5m para fora da fachada da Torre, formando uma varanda com vista espetacular. É possível que se olhe diretamente para baixo, onde os carros e as pessoas parecem apenas formigas.

The Ledge
The Ledge
Pisando no The Ledge
Pisando no The Ledge
Só a Luciane teve coragem...
Só a Luciane teve coragem…

A estrutura, composta de três camadas de vidro com 1,27 cm de espessura, e que dizem aguentar até 4.500 kg de peso, rachou em 2014 durante a visita de alguns turistas. Isso quer dizer que a experiência de pisar nesse terraço ficou ainda mais desafiadora!

A Willis Tower fica na 233 South Wacker Drive, e a entrada para o Skydeck é feita pela Jackson Boulevard, no lado sul do edifício. Por estar bem no centro financeiro da cidade, é possível ir a pé até lá, combinando com um passeio por downtown e pelo canal de Chicago. Nós pegamos o water taxi na Mag Mile, próximo ao Navy Píer, e saltamos em Ogilvie/Union, na Madison Street, que fica a duas quadras do prédio.

O Skydeck está aberto diariamente, das 9h às 22h entre abril e setembro, e das 10h às 20h entre outubro e março (o último horário de subida no observatório é meia hora antes do encerramento das atividades). Os tickets custam $19.50 para adultos (acima de 12 anos) e $12.50 para crianças de 03 a 11 anos (menores de 03 anos não pagam).

Contudo, para quem pensa em fazer várias atividades turísticas, vale a pena olhar os ingressos combinados (Willis Tower + Museu de arte ou Willis Tower + City Trolley) ou optar pelo Chicago CityPASS, que custa 96 dólares e dá direito a várias atrações. O CityPASS ainda tem outra grande vantagem: você não precisa ficar na fila para subir nas atrações (o negócio é VIP!).
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Curiosidades sobre a Willis Tower:

  • O edifício inclina cerca de 15 cm em relação à vertical, devido a seu design um pouco assimétrico, que distribui as cargas de maneira desigual na fundação. Em dias de vento, os turistas podem ter a experiência de sentir o edifício balançando (sorte que não presenciamos esse fato!);
  • O edifício apareceu no filme “Curtindo a Vida Adoidado”, quando Ferris Buller decide “curtir a vida”;
  • Aparece também na série Kenan & Kel, da Nickelodeon, quando Kenan decide “escalar” a torre pelas escadas;
  • Sem proteção, em agosto de 1999, o escalador urbano francês Alain “Spiderman” Robert, usando somente suas mãos e pés livres e sem aparatos de segurança de qualquer tipo, escalou a parede de aço e vidro exterior do edifício até o topo. Nos últimos 20 andares do edifício, o vidro ficou bastante escorregadio em virtude da neblina, mas ele conseguiu concluir sua façanha.

Administradora, eterna estudante, cozinheira nas horas vagas e viciada em maquiagem.