Rhode Island, USA

Um belo dia em Rhode Island

Rhode Island pode ser o menor estado americano, mas tem muita beleza para ser vista pelos seus visitantes. Com apenas 4 mil km², é quase 24x menor que o estado de Santa Catarina, aqui no Brasil. Em compensação, são mais de 400 km de costa, o que proporciona muitas paisagens de tirar o fôlego. (Por isso, preparem-se para um post com muitas fotos!)

Onde fica o estado de Rhode Island. Fonte: Wikipedia
Onde fica o estado de Rhode Island. Fonte: Wikipedia

Localizada na região nordeste dos Estados Unidos, a província limita-se com o estado de Massachusetts pelo norte e leste, com Connecticut pelo oeste, e com o Oceano Atlântico pelo sul. Tem sua economia baseada principalmente na agricultura, pesca e turismo.

Chegando a Rhode Island de carro.
Chegando a Rhode Island de carro.
Chegando a Rhode Island de carro: Mount Hope Bridge.
Chegando a Rhode Island de carro: Mount Hope Bridge.

A maior cidade de Rhode Island é Providence, a capital do Estado, que tem 178 mil habitantes e foi fundada em 1636. Nós apenas passamos por Providence, e visitamos rapidamente alguns dos pontos conhecidos da cidade.

Downtown (Centro) de Providence.
Downtown (Centro) de Providence.
Rhode Island State House, edifício neoclássico na cidade de Providence, que abriga a sede do governo do Estado.
Rhode Island State House, edifício neoclássico na cidade de Providence, que abriga a sede do governo do Estado.
Rhode Island State House, vista do seu jardim frontal.
Rhode Island State House, vista do seu jardim frontal.
Francis Street, onde fica o famoso shopping Providence Place.
Francis Street, onde fica o famoso shopping Providence Place.

Uma curiosidade: Providence é a cidade americana que entrou com uma ação coletiva contra a Petrobrás, em dezembro/2014, após investir em títulos da estatal e se sentir prejudicada pelo escândalo de corrupção.

Mas voltando ao roteiro, a passada rápida pela capital tinha uma explicação: nosso destino final era Newport, uma cidade situada na ilha Aquidneck, 37 km ao sul de Providence (e a 115 km de Boston, cerca de 1 hora e 25 minutos de carro). Conhecida como um resort de verão para os habitantes da região da Nova Inglaterra e, principalmente, por suas célebres mansões com mais de 250 anos, na beira do Oceano Atlântico.

Um pouco de história

No século XIX, Newport tornou-se a cidade da elite, onde milionários construíram belíssimas casas de veraneio – as famosas Mansões de Newport, para escapar do calor sufocante do verão nas cidades grandes. Famílias ricas e influentes, principalmente de New York, como os Vanderbilt e os Astor, tinham seu endereço por lá. Essas mansões e tudo que estava ao seu redor representavam a expressão artística do momento: desde a arquitetura, móveis e utensílios, até seus jardins. Para se ter uma ideia, o mesmo paisagista criador do Central Park em New York, Fredrick Law Olmsted, foi quem projetou os jardins destas mansões. Na época, a cidade tornou-se também a capital nacional do iatismo, o principal hobby dos milionários.

Mansão conhecida como The Elms, que pertenceu ao barão do carvão Edward Júlio Berwind e sua esposa, ambos da Philadelphia. Ficou pronta em 1901, e foi uma das primeiras casas nos Estados Unidos para a ter energia elétrica.
Mansão conhecida como The Elms, que pertenceu ao barão do carvão Edward Júlio Berwind e sua esposa, ambos da Philadelphia. Ficou pronta em 1901, e foi uma das primeiras casas nos Estados Unidos a ter energia elétrica.
Jardins da The Elms.
Jardins da The Elms.
Jardins da The Elms.
Jardins da The Elms.

Hoje, 11 dessas antigas casas estão abertas ao público, incluindo a majestosa The Breakers, um palácio de 70 cômodos em estilo renascentista italiano, construído para Cornelius Vanderbilt II (um dos homens mais ricos da história dos Estados Unidos). Hoje, todas as construções são administradas pela Preservation Society of Newport County – uma organização privada sem fins lucrativos que tem como missão preservar a arquitetura local. Isso porque, as casas estavam começando a ser vendidas por preços irrisórios pelos descendentes das famílias, já decadentes. A The Elms, por exemplo, foi comprada pela Preservation Society nos anos 1960, por apenas U$ 116 mil dólares, pouco tempo antes de quase ser demolida.

The Breakers.
The Breakers.
The Breakers.
The Breakers.

Nós fizemos a visita com audio-guia na The Breakers, que é uma atração imperdível (sério!!!!). As entradas custam $19.50 para adultos e $5.50 para crianças entre 6-17 anos.

Totalmente exagerada nas proporções, a The Breakers tem 23 quartos, um grande salão projetado para se parecer com um pátio ao ar livre, com um teto azul-céu a 15 metros de altura e uma sala de jantar dourada de 223 m2, iluminada por lustres de 4 metros. É proibido fazer fotos lá dentro, por isso posto algumas retiradas da Wikipedia. Apenas para vocês terem ideia de como é.

The Breakers: o grande Hall. Fonte: Wikipedia
The Breakers: o grande Hall. Fonte: Wikipedia
O grande Hall e parte do teto que imita o céu. Foto: Wikipedia
O grande Hall e parte do teto que imita o céu. Foto: Wikipedia
The Breakers: biblioteca. Fonte: Wikipedia
The Breakers: biblioteca. Fonte: Wikipedia
The Breakers: cozinha. Fonte: Wikipedia
The Breakers: cozinha. Fonte: Wikipedia
The Breakers: a luxuosa sala de jantar. Fonte: Wikipedia
The Breakers: a luxuosa sala de jantar. Fonte: Wikipedia
The Breakers: jardim interno. Fonte: Wikipedia
The Breakers: jardim interno. Fonte: Wikipedia
The Breakers: o quarto de Vanderbilt (bem humilde até!). Todos os móveis da casa são originais. Fonte: Wikipedia
The Breakers: o quarto de Vanderbilt (bem humilde até!). Todos os móveis da casa são originais. Fonte: Wikipedia

Sua construção envolveu dois mil operários e artesãos, e levou 2 anos (de 1893 a 1895). São 6.000 m2 de área edificada, a um custo na época de mais de 7 milhões de dólares (aproximadamente 150 milhões de dólares atuais, ajustados à inflação).

Meu conceito de mansão tomou outra dimensão depois dessa visita à The Breakers. #ChupaJurerê #QuemÉdeFloripaEntendeu 😆 😆 😆

A entrada pela Ochre Point Avenue é marcada por portões de ferro esculpidos artesanalmente, com mais de 9 metros de altura.

Portão da The Breakers.
Portão da The Breakers.

Assim como a The Breakers, a maioria destas casas é margeada pelo famoso Cliff Walk, uma passarela pública com 5,6 km de extensão. É uma das maiores atrações da cidade, pois oferece uma caminhada sobre os penhascos, com vista privilegiada do mar e das casas.

Cliff Walk.
Cliff Walk.
Cliff Walk e as mansões.
Cliff Walk e as mansões.
Cliff Walk e a bela vista para o mar.
Cliff Walk e a bela vista para o mar.
Mais uma casa vista do Cliff Walk: Ochre Court, a segunda maior de Newport (perde apenas para a The Breakers). Ficou pronta em 1892, e na época, pertencia ao banqueiro Ogden Goelet. Hoje, é propriedade da Salve Regina University.
Mais uma casa vista do Cliff Walk: Ochre Court, a segunda maior de Newport (perde apenas para a The Breakers). Ficou pronta em 1892, e na época, pertencia ao banqueiro Ogden Goelet. Hoje, é propriedade da Salve Regina University.

Depois dessa manhã de luxo, nos dirigimos à Easton’s Beach para almoçar.

Chegando em Easton's Beach pela Memorial Boulevard: do lado esquerdo o Lago Easton e do direito, a praia de Easton e o Cliff Walk.
Chegando em Easton’s Beach pela Memorial Boulevard: do lado esquerdo o Lago Easton e do direito, a praia de Easton e o Cliff Walk.
Easton's Beach.
Easton’s Beach.
Easton's Beach.
Easton’s Beach.

Escolhemos para o rango, o Flo’s Clam Shacks, um restaurante de frutos do mar que abriu em 1936. A construção não é original da época, pois o Flo’s Clam Shacks já foi atingido por furacões 7 vezes, tendo sido totalmente reconstruído em algumas dessas ocasiões.

O restaurante Flo's Clam Shack.
O restaurante Flo’s Clam Shack.

A estrutura física é simples, mas bem bonitinha. Atendentes simpáticos, comida maravilhosa e o público nos pareceu em sua maioria local. Só aceita dinheiro (tem um caixa eletrônico, mas não lembro se atende algum banco brasileiro). Fica aberto de março a dezembro.

Orgia gastronômica: sopa de almeijoas (almeijoa em inglês: clam. É tipo um berbigão bem grande - na minha visão, hehe), sanduíche de salmão, almeijoas empanadas e muita batata frita!
Orgia gastronômica: sopa de almeijoas (almeijoa em inglês: clam. É tipo um berbigão bem grande – na minha visão, hehe), sanduíche de salmão, almeijoas empanadas e muita batata frita!

Outra opção de restaurante por lá, essa bem mais turística, é o Barking Crab.

Newport ainda tem mais a oferecer: no resto da tarde, passeamos pelo centrinho, que têm lojas, cafés, museus, mercados como o Bowen’s Wharf (tem de tudo, de artesanato a restaurantes), decks sobre o mar, etc.

Deck na região portuária da cidade, em Downtown.
Deck na região portuária da cidade, em Downtown.
Downtown.
Downtown.

Thames_and_Mary_streets,_Newport,_RI

Para os turistas, a cidade oferece um sistema público de transporte chamado trolley. São ônibus circulares, que passam nos principais pontos turísticos e permitem que as pessoas embarquem e desembarquem nesses pontos quantas vezes quiserem durante o percurso. O passe custa $6 dólares pelo dia todo. Vale ficar atento pois existem trolleys privados, que cobram bem mais caro, para fazer tours específicos. Para comprar o ticket do trolley público, vá até o Centro de Informações para Visitantes (Visitors Information Center), na 23 America’s Cup Avenue. Ali também é possível deixar o carro estacionado por 2 dólares a diária.

Por hoje, é isso! Espero que tenham curtido essa bela cidade, assim como nós! Até a próxima 😉

Administradora, eterna estudante, cozinheira nas horas vagas e viciada em maquiagem.